- Peter!
Ele continuou andando.
- Peter! Eu estou falando com você!
Ele para, respira fundo e se vira.
- Que foi?
- “Que foi?” Onde você pensa que está indo?
- Estou apenas fazendo o que você me pediu, cumprindo a minha promessa.
- Não, você não pode fazer isso! Não depois de tudo que aconteceu.
- Mel, você sabe que eu sou um homem de palavra - sua voz estava fraca - Por favor, não torne as coisas mais difíceis…
Ela baixou a cabeça e ainda com as mãos segurando o lençol que cobria seu corpo, enxaguou as lágrimas que começavam a cair de seus olhos. Ele se aproximou dela e envolveu-a com seus braços, puxando-a para mais perto.
- Meu amor, não chore, por favor!
Sua voz era calma, mas ela sentia que ele estava triste também e isso só fez com que as lágrimas aumentassem.
- O que você quer que eu faça para…
Ela o interrompeu.
- Eu quero que você fique - seus olhos estavam vermelhos - eu preciso de você, eu…
Ela foi abaixando a voz e diminuindo o ritmo da fala, e os dois ficaram quietos por um momento, ambos perdidos nos próprios pensamentos. Por fim, ela afastou-o um pouco a fim de olhar para ele.
- Eu não posso mais negar o que está bem na minha frente… Eu te amo, Peter.
Ele ficou sem palavras, não imaginava que ela lhe diria aquilo. Ele também a amava e não queria ir embora, não queria deixá-la.
- Mel, eu…
Ela colocou o dedo indicador em seus lábios, impedindo-o de terminar.
- Já sei, você é um homem de palavra.
Ela estava com os olhos cheios de lágrimas quando finalmente se desvencilhou dele.
- Ei - ele levantou o rosto dela com o polegar - Sim, eu sou um homem de palavra, mas como posso negar um pedido desses vindo justamente da pessoa que eu amo?!
Melanie abriu um sorriso largo. Ela deu um passo para trás, tentando recompor-se, limpando as últimas lágrimas e arrumando o lençol em seu corpo. Em um único movimento Peter a puxou para seus braços dando lhe um beijo de tirar o folego. Ele a empurrou contra a parede enquanto passava os dedos por toda a extensão dos braços dela, em gestos lentos, suaves. Ele beijou a clavícula, o pescoço, o rosto dela, e ela sentia a umidade da sua boca em todos os lugares que seus lábios tinham tocado. Ela segurou as mãos dele.
- Acho melhor sairmos daqui.
- Concordo plenamente.
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